Vem aí mais uma resolução bancária?

Vamos preparar-nos todos para negar as nossas convicções, sob o peso da fraude das “medias”, da falta de vergonha dos jornalistas e, essencialmente, o que é um sistema fraudulento de comunicação.

O Trump ganhou; mas nem sei se isso é importante.

Claro que as empresas de sondagens sabiam que o Trump ganharia. E todos fomos enganados por elas e pelo sistema de comunicação que gere a informação.

Porém, o  Trump não será responsável pela perda dos seus recursos depositados em bancos.

Os primeiros sintomas da crise do Estado de Direito e do descrédito (completo) das instituições reguladoras aconteceram com a crise das subprime (2008), com o default do Lehman Brothers.

Desvalorizamos a crise de Chipre e fomos todos arrastados para os desastres do BPP e do BPN, para, em 2014 chegarmos ao caso  BES.

Os responsáveis por tudo isto são, antes de tudo, os dirigentes do Banco de Portugal que, para além de serem pessoas de competência duvidosa, violaram, inequivocamente as leis.

Depois dos desastres do BPP e do BPN vieram os do BES e veio o desastre do BANIF.

Asseguraram-me ontem que está em curso um outro processo de resolução visando um banco de primeira linha.

Perante esta emergência sugerimos o seguinte:

a) Se tem aplicações financeiras de qualquer natureza resgate-as imediatamente e leve as notas para casa, porque é arriscado ter dinheiro, para além de 100.000 € em qualquer banco.

b) Se não quiser ser tão radical, ao menos pergunte em que é que aplicou o seu dinheiro, para não ter surpresas.

A noticia de hoje à tarde é no sentido de que pode estar mais um banco para estoirar.

Claro que nunca saberemos qual é, porque nunca se soube nem nunca se imaginou.

Só pedidos aos nossos clientes que tenham cuidado, que tenham cautelas.

Se os que defendemos nos casos BES e BANIF tivessem resgatados os seus produtos financeiros, em vez de ficarem à espera, não estariam nas situações em que estão.

É importante que todos entendam-compreendam que todos os produtos financeiros são arriscados.

A única garantia – ainda assim duvidosa – é relativa a depósitos até 100.000 €.

Por isso, se tem obrigações, produtos estruturados, ações privilegiadas proceda ao resgate ou venda.

Corre o risco de perder tudo.

 

Miguel Reis

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