Primeira grande falha do cartão de cidadão

Uma falha no acesso aos dados do cartão de cidadão dificultou o acesso de milhares de pessoas às mesas de voto nas eleições de ontem.
Mais um sintoma da enorme fragilidade dos sistemas informáticos da administração pública, para a qual vimos alertando há mais de um ano.
Uma boa parte do que tem sido anunciado como «modernização» não passa de propaganda. E as soluções que têm sido instaladas são todas de uma enorme fragilidade e de uma segurança mais do que duvidosa.
As áreas que consideramos de maior risco são as dos registos públicos, que perderam a sua transparência, por via da eliminação dos livros e da inacessbilidade de consulta.
As falhas técnicas registadas relativamente ao cartão de cidadão obrigam-nos a refletir sobre os seus niveis de fiabilidade e de segurança, nomeadamente no que refere ao seu uso para interação nos registos públicos.
É prudente que cada um guarde e sua casa os documentos relativos aos seus bens e que verifique a sua situação de tempos a tempos.
Não fique admirado se eles desapareceram.
A insegurança do cartão de cidadão associada a insegurança dos registos públicos permitem quase tudo.

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