Plano para a Integração dos Imigrantes – um projecto infeliz

Foi publicada a Resolução do Conselho de Ministros n.º 63-A/2007, D.R. n.º 85, Série I, Suplemento de 2007-05-03 – Presidência do Conselho de Ministros – que aprova o Plano para a Integração dos Imigrantes (PII).
Trata-se, em nossa opinião, de um projecto infeliz a vários títulos, que vem a público como peça de pura propaganda.
Em primeiro lugar, Portugal não é um país de imigração. Bem pelo contrário: os portugueses continuam a emigrar e a migrar dentro das fronteiras da União Europeia.
A onda de imigração que ocorreu no período do pleno emprego já acabou e os imigrantes que ficaram no país ( e que não são muitos) estão perfeitamente integrados.
Mas pior do que isso tudo – porque cheira a uma mistura de xenofobia com oportunismo – são programas especialmente dedicados a manter o emprego a um multidão de párias que não terão utilidade social se se produzir uma integração efectiva.
Falamos com a autoridade de quem, nos tempos daquela onda, fez serviço cívico e assistiu milhares de imigrantes em dificuldades em Portugal.
Hoje, que a onda passou, a melhor homenagem que se poderia prestar aos imigrantes seria dizer-lhes que são cidadãos, iguais aos outros e que, por isso mesmo, não precisam de serviços especiais.
Este programa é daqueles que discriminam e impedem o progresso.
A sua simples existência – e o emprego que ele justifica – é um apelo à segregação e à criação de barreiras à integração.
Só não vê isso quem não quer ver…
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