O que está afinal a passar-se no mercado de capitais?

Temos, diariamente, a sensação de que nos andam a mentir, com as insistentes afirmações de que a crise dos mercados financeiros não vai afectar as nossas economias senão com uma ligeira borrasca.
A necessidade de «acalmar» e «dar confiança» aos mercados é sintomática de que as coisas não vão bem.
Notícias de fontes reputadas são elas próprias muito cuidadosas e discretas, não vá ofender-se o «santo», que é o mesmo que dizer o mercado.
Os ministros da União Europeia, reunidos no Porto, transformaram a crise no objecto principal da sua reunião, embora, a final, procurassem dar relevo à necessidade de a Europa adoptar uma posição forte e unida na reforma do Fundo Monetário Internacional. Talvez a valorização deste tema (ver jornal Público) seja um outro discreto sinal das preocupações acerca da crise dos mercados.

A crise vem sendo atentamente acompanhada pelo nosso consultor Pedro Varanda de Castro, que manifesta a convicção de que estamos perante um autêntico tsunami, de dimensões ainda não conhecidas.
«O efeito dominó começa a derrubar os bancos europeus» – escreve PVC.

«A semana que agora acaba veio provar que os “profetas da desgraça” estavam certos – a epidemia da “bolha imobiliária” americana vai transformar-se na pandemia de crédito e liquidez do sistema financeiro global. Após sintomas de stress em vários países, sinais de colapso deram à costa. Em Inglaterra. Clientes receosos correram para o banco e levantaram mil milhões de libras esterlinas. As fissuras entre os banqueiros centrais começam a aparecer. A aflição dos bancos privados para obterem empréstimos de urgência, às escondidas da opinião pública, também é evidente.»

Faça download do artigo de Pedro Varanda de Castro

O TSUNAMI FINANCEIRO GLOBAL

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