O escândalo dos vistos Gold

Citamos:

Jornal i

O presidente do Instituto dos Registos e Notariado, a secretária-geral da Justiça e o director do SEF foram três dos 11 detidos ontem por suspeitas de corrupção no processo de atribuição dos vistos gold. Só hoje serão sujeitos a interrogatório

A megaoperação de buscas desencadeada ontem pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária (PJ) no âmbito da investigação aos vistos gold terminou com 11 detenções por suspeitas de corrupção, tráfico de influências, peculato (uso de bens públicos para fins privados) e branqueamento de capitais. E obrigou ainda a uma decisão política no Ministério da Justiça: ao que o i averiguou, António Figueiredo, presidente do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), e a sua mulher, Maria Antónia Anes, que é também secretária-geral da Justiça, estão em vias de ser exonerados depois de terem sido ontem detidos. Só amanhã os detidos serão sujeitos a interrogatório.

Em Junho, quando a revista “Sábado” revelou que o presidente do IRN e altos quadros do MAI estavam sob suspeita numa investigação à atribuição dos vistos gold a estrangeiros residentes fora do Espaço Shengen, Paula Teixeira da Cruz afirmou que “se algum funcionário ou dirigente do Ministério da Justiça” fosse “constituído arguido ou acusado” aplicaria “a doutrina que sempre defendeu, em prol da dignidade das instituições, suspendendo ou exonerando, consoante os casos, o ou os referidos agentes/dirigentes”.

 

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