Não há dinheiro que chegue…

«A intervenção do Estado americano dificilmente garantirá o fim da crise. Pode até acentuar o pior da actual. Basta fazer contas.»- escreve Pedro Varanda de Castro na MRA Alliance.
« Hoje o Congresso americano subscreveu compromissos financeiros no valor de USD 700 mm/bi. Na semana anterior aprovou o orçamento mais despesista na história do país (USD 634 mm/bi). Porém, é bom não esquecer que, antes, já havia garantido o pagamento de USD 25 mm/bi para salvar o banco Bear Stearns, USD 200 mm/bi para salvar as hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, USD 85 mm/bi para impedir o colapso da seguradora AIG. Se adicionarmos a estes, os montantes com injecções de liquidez no sistema pelo Fed, aproximamo-nos dos USD 2 milhões de biliões/trilhões (mibi/tri) de responsabilidades que afectarão os fundamentais da economia norte-americana. Um dos problemas é que este dinheiro não está disponível nas contas do Tesouro americano. Para financiar a despesa é necessário contrair dívidas sob a forma de Títulos do Tesouro, agravando ainda mais as contas públicas. Estas medidas são catalizadores da depreciação do dólar e da inflação. O lixo tóxico não muda de qualidade com o Plano Paulson. As dívidas continuam a ser de alto risco. A liquidez do mercado evaporou-se. Os incumprimentos vão continuar. Os bancos vão acumular mais prejuízos e um bom número deles vai desaparecer. O crédito vai continuar escasso e tendencialmente caro.»

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