Mobilidade é o tema

Recortamos hoje…

A cimeira de Brasília pode ser um passo determinante para a criação de condições de mobilidade efetiva dentro do espaço da CPLP.

O problema da mobilidade nada tem a ver com o problema dos vistos, como muito bem anotou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

O problema da mobilidade tem a ver com as autorizações de residência, que a mobilidade deve implicar.

Os vistos, eles mesmos, não resolvem nada.

É preciso o reconhecimento dos direitos sociais e das  habilitações.

Mais do que isso: é preciso garantir o sucesso dos processos migratórios de toda a natureza, para o que todos os países da CPLP têm muito a aprender com o que aconteceu no espaço Schengen.

Interessantes os comentários ao twitter de Serra.

Do outro lado do Atlântico,

A União de Associações de Comércio e Serviços (UACS) alertou, no Parlamento, que há lojas em Portugal que são “uma fachada” para a imigração.

A representante da UACS, Carla Sasinha, especificou a situação das lojas em Lisboa “cujos proprietários são do Bangladesh”, afirmando que a maioria desses estabelecimentos comerciais serve de mecanismo de entrada em Portugal.

“70% dessas lojas são para entrada em Portugal, com a obtenção de visto de residência, e passar para a Europa. Somos um país que muito facilmente dá o visto de residência”.

Carla Salsinha falava à margem de uma audição parlamentar sobre o projeto de lei do PS “Regime de classificação e proteção de lojas e entidades com interesse histórico e cultural”, querendo com isto explicar que há lojas históricas em Lisboa que não conseguem suportar o aumento das rendas, enquanto os proprietários do Bangladesh vêm ocupar o lugar delas.

“Eles, no fundo, são fruto da pobreza do país deles e pagam para entrar na Europa à procura de uma vida melhor”, reforçou, exemplificando que há atualmente, na rua da Prata, na Baixa de Lisboa,” cerca de 40 lojas cujos proprietários são do Bangladesh”. “Não tem a ver com a questão dos proprietários, a questão é que vendem produtos iguais”. E “semana a semana mudam de empregados”.

De acordo com a representante das associações de comércio e serviços, já foram detetados dois consórcios em Londres que são responsáveis por “quase 90%” destas lojas de proprietários do Bangladesh em Lisboa.

As lojas são um mecanismo de entrada no país. Fazem um período normal para obterem um visto de residência e depois vão para outros caminhos, isso está mais do que provado. Tudo isto se resolveria com uma estratégia para o setor do comércio e serviços e, em particular, devia haver um urbanismo comercial, algo que fizesse uma regulação de todas as atividades de comércio”.

Segundo o Jornal Público, o PSD vai recrear a competição entre um burro e um Ferrari, invengtada pelo atual primeiro-ministro, António Costa, em 1993.

Citamos:

O PSD vai recriar na sexta-feira em Lisboa a corrida entre um burro e um Ferrari, à semelhança do que o actual primeiro-ministro e ex-presidente da Câmara da capital, António Costa, organizou em 1993, numa campanha para as eleições autárquicas.
“Hoje, quando, mais do que nunca, os lisboetas vêem ser diariamente posta à prova a sua mobilidade, senão mesmo a sua capacidade para saltarem obstáculos, o PSD Lisboa entende que é chegado o momento de regressar às origens e homenagear o “costismo” e os seus seguidores com a segunda corrida entre um burro e um Ferrari”, refere o partido, num comunicado divulgado nesta quarta-feira.

A multinacional Regus inaugurou mais dois novos centros de escritórios em Portugal, localizados em Lisboa e Vila Nova de Gaia, aumentando para 10 os espaços, o que representa um crescimento de 25% a nível nacional.

Segundo o jornal DESTAK, Atualmente, a empresa dispõe de oito centros na Grande Lisboa e de dois no Grande Porto, estando ainda presente a nível internacional com 2.850 centros, em mais de 100 cidades e 107 países.

Os novos centros localizados na Avenida da República, em Lisboa, e nas Lake Towers na Arrábida, em Gaia, irão oferecer mais de 150 escritórios, salas de reunião e espaços de coworking, numa área total superior a 2.300 m2 que irá complementar a oferta disponível, tanto na capital como no norte do país. «Entre 2007 e 2015, foram constituídas mais 300 mil empresas em Portugal, o que representa uma média anual de 31 mil. Aliás, o ano passado foi o melhor para o empreendedorismo no nosso país, com mais 35 mil novas startup», afirma Jorge Valdeira, Country Manager da Regus em Portugal.

«A Regus vem dar resposta às novas necessidades de mercado, oferecendo um espaço de trabalho pronto a usar e sem necessidade de investimento. Além disso, todos os custos já estão incluídos no preço, o que além de ser prático e económico permite também uma grande previsibilidade das despesas de facilities.»

Lisboa está a acelerar para o websummit…

Boa noite

 

Miguel Reis

 

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