Marinho Pinto pede transparência nos negócios do Estado com advogados

O candidato a bastonário da Ordem dos Advogados Marinho Pinto recomenda numa carta ao primeiro-ministro medidas para combater os alegados «negócios» entre o Estado e algumas sociedades de advogados de Lisboa, disse o causídico à Lusa.
Um «inquérito rigoroso», «quanto é que o Estado gastou» nos últimos dez anos com pagamentos a advogados, a criação de «regras claras e transparentes» para a sua contratação e a exigência de um parecer prévio da Ordem dos Advogados (OA) são as medidas sugeridas por António Marinho Pinto ao primeiro-ministro, José Sócrates.
«Espero que o primeiro-ministro implemente estas medidas. Quero transparência na relação do cliente Estado com os escritórios de Lisboa», declarou.
Para o candidato, «é tão importante combater os pequenos cambões da província (¿) como os grandes cambões de Lisboa, que, alegadamente, envolvem órgãos do Estado ou empresas dele dependentes», refere António Marinho Pinto.
Para explicar o fenómeno do «cambão» – enquanto acordo discreto envolvido em «cumplicidades diversas» – à luz do «jargão jurídico-forense», afirma que «são quase sempre os mesmos» escritórios de advogados de Lisboa que «aparecem a patrocinar o Estado».
Na carta dirigida a José Sócrates, no dia 24 de Setembro, a que a agência Lusa teve hoje acesso, Marinho Pinto lembra que o Estado é «indiscutivelmente o maior cliente da advocacia portuguesa», mas que «tem dado preferência, de forma sistemática e aparentemente injustificável, a um pequeno número os grandes escritórios de Lisboa»…

Fonte: Juris

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