Destaques da MRA Aliance

Euribor tem o maior ciclo de subida em 21 meses

As taxas Euribor voltaram hoje a acelerar em todos os prazos e negoceiam em máximos do ano, uma notícia negativa para famílias e empresas. O prazo a 6 meses está acima de 1%.A Euribor a seis meses, a mais usada no cálculo dos juros do crédito à habitação, foi a que mais cresceu, fixando-se nos 1,011%, o valor mais elevado desde Outubro de 2009. O mesmo sucede com o prazo a 12 meses, que subiu para 1,281%. Já a maturidade a três meses, a referência nos empréstimos às empresas, avançou para 0,729%. É o maior ciclo de subidas deste indexante desde Outubro de 2008.As Euribor seguem habitualmente a taxa de juro de referência do BCE e influenciam directamente a prestação da casa e os empréstimos concedidos pelos bancos às empresas.

Os responsáveis de política monetária da zona euro decidiram na semana passada manter a taxa de juro no mínimo recorde de 1% pelo décimo terceiro mês consecutivo.

MRA Alliance/DE

FMi desmente qualquer intervenção ou negociação para resgatar finanças espanholas

O Fundo Monetário Internacional (FMI) desmentiu a preparação de qualquer intervenção ou negociação de um plano de ajuda a Espanha. A garantia foi dada hoje pelo porta-voz do FMI depois da imprensa diária espanhola ter garantido que estava a ser preparado um plano de liquidez que incluía uma linha de crédito de 250 milhões de euros.

O director do Fundo Monetário Internacional estará hoje em Madrid para uma reunião com o chefe do governo do país vizinho, José Luís Zapatero, mas sem ter na agenda do encontro qualquer negociação para um plano de ajuda a Espanha.

Depois da imprensa do país vizinho ter garantido esta manhã que estava a ser preparado um plano de liquidez que incluía uma linha de crédito de 250 milhões de euros, o porta-voz do FMI viu-se na obrigação de vir a público esclareceu a situação.

MRA Alliance/RTP

Euro bem sustentado com emissão de dívida espanhola

O euro inverteu a tendência de queda e segue a ganhar mais de meio por cento face ao dólar, sustentado pela atenuação dos receios em torno da capacidade de Espanha se financiar. Isto porque um leilão obrigacionista atraiu mais procura do que uma outra venda de dívida em Março.
A moeda única europeia valoriza 0,54% para 1,2377 dólares. Está, aliás, a ganhar terreno no câmbio contra 14 das 16 moedas mais activas. O euro chegou a cair hoje para 1,2242 dólares.

O euro está a ser impulsionado pelo facto de Espanha ter angariado 3,5 mil milhões de euros com a venda de obrigações com maturidade em 2020 e 2041, atingindo a sua meta máxima de vendas.

“O leilão de dívida pública espanhola teve uma boa cobertura e isso ajudou a impulsionar o euro”, comentou à Bloomberg um estratega cambial do Royal Bank of Canada, Adam Cole.

MRA Alliance/JdN

Juros descem e acções sobem com emissão de dívida espanhola

As acções espanholas estão a subir mais de 1% e os juros da dívida espanhola estão a descer, depois de o Tesouro espanhol ter colocado 3,48 mil milhões de euros de dívida pública no mercado, atingindo o objectivo estabelecido, o que acalmou os mercados. Os juros das obrigações espanholas a dez anos descem 11 pontos base e a praça madrilena IBEX 30 avança 1,31% para 9.811,70 pontos, depois da colocação de obrigações no mercado, em que o país atingiu o objectivo máximo de financiamento definido para a emissão de hoje.

A Espanha realizou esta manhã duas emissões de dívida pública, colocando no mercado 3 mil milhões de euros em obrigações a 10 anos e 479,2 milhões de euros em obrigações a 30 anos. Espanha pagou um juro de 4,864% na emissão de obrigações a 10 anos, o que representa um aumento face juro de 4,045% pago numa emissão semelhante realizada a 20 de Maio.

A procura atingiu 5,65 mil milhões de euros, quase duplicando a oferta. Na emissão de 30 anos, Espanha pretendia colocar 500 milhões, mas vendeu apenas 479,2 milhões de euros. Isto apesar de a procura ter superado a oferta em mais de duas vezes. O juro pago nesta emissão de dívida a 30 anos foi de 5,908%, em linha com o juro praticado no mercado secundário.

“A forte procura de obrigações espanholas deve ajudar a restaurar a confiança”, disse o estratega da Société Générale, Ciaran O’Hagan à Bloomberg. “A boa procura só foi possível depois da descida das obrigações espanholas nos últimos dias”, lembrou o especialista.

O prémio que os investidores exigem para deter dívida espanhola em vez da alemão desceu para 209,4 pontos base depois da venda. Uma diferença inferior aos 221 pontos que atingiu ontem, ao registar um novo máximo da história da moeda única.

MRA Alliance/JdN

“Sem a UE estávamos na bancarrota”, diz Mário Soares

Mário SoaresO antigo Presidente da República não está pessimista em relação à crise que a Europa atravessa e mantém a esperança de que esta será resolvida e ultrapassada “com bom senso”. Numa intervenção que proferiu na Póvoa de Varzim, durante a conferência comemorativa do centenário da implantação da República, Soares defendeu que “a Europa tem de continuar a ser a referência do melhor, do mais progressista e humanitário” que há.Em relação à situação actual, que acredita ser ultrapassável, Mário Soares, reconheceu existir uma “grande crise financeira, económica, social e civilizacional”, que “nada tem a ver com governos, mas com a situação internacional”. Instado pelo público sobre a especulação que, por vezes, surge em relação ao euro, Mário Soares sublinhou que se não tivéssemos aderido à União Europeia e, consequentemente, à moeda única, “estávamos na bancarrota”.MRA Alliance/DE

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