Crise financeira alastra à Ásia

Bolsa de XangaiAs bolsas asiáticas voltaram hoje às quedas e derrapagens após o Katrina financeiro que arrasou os mercados americanos. Hong Kong teve uma quebra de 3%. Tóquio caíu 2%. O comportamento das bolsas de Singapura, da Coreia do Sul e da China situou-se acima dos 2%. Tal como ontem nos EUA, a generalidade dos investidores despejaram as suas carteiras de acções dos grandes bancos – o braço financeiro do conglomerado japonês Mitsubishi registou uma quebra de 4%. No Japão os investidores refugiaram-se nos títulos do tesouro, considerados de alta segurança e investiram em commodities como ouro, minérios e matérias-primas para as indústrias agro-alimentares.

Um gestor de fundos da SVM Asset Management, citado pela Bloomberg considerou a presente situação vivida nos mercados financeiros europeus se deve ao irrealismo dos bancos. “O que obtemos de vez em quando são palavras tranquilizadoras e o fecho de posições, criando a ilusão de que o pior passou”. As grandes empresas europeias, sobretudo as financeiras, têm tido resultados decepcionantes ou, nalguns casos, intrigantemente preocupantes. A forte subida dos preços do petróleo, que ameaça galgar rapidamente para os USD 100/barril, o ouro a atingir os USD 800/onça e o afundamento do dólar, levando os bancos centrais a admittirem que a inflação pode disparar, são factores que contribuem para a volatilidade dos mercados.

Fonte: MRA Alliance

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