Archive for the ‘burocracia’ Category

Direcção Geral dos Registos e do Notariado obriga-nos a escrever à mão

sbado, abril 28th, 2007
A DGRN força utentes a usar caneta, impondo-lhes impressos que não podem ser preenchidos por via informática, o que ofende as boas práticas dos serviços administrativos e causa perdas de produtividade de milhões de euros.
Porque foram ultrapassados todos os limites do bom senso, escrevemos uma carta ao Director Geral dos Registos e do Notariado.

INGA autorizado a gastar 450.000 € por ano em envelopagem

quinta-feira, abril 19th, 2007
Apesar de quase não termos agricultores, o INGA foi autorizado a gastas 450.000 € por ano em impressão, envelopagem e confecção de correspondência personalizada.
São 1.350.000 € em três anos.
Onde está o Simplex?
Vide Portaria n.º 379/2007, D.R. n.º 77, Série II de 2007-04-19 – Ministérios das Finanças e da Administração Pública e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas – Autoriza a aquisição de serviços de impressão, envelopagem e expedição de documentação personalizada.

A falsa modernização dos registos e do notariado

sbado, fevereiro 10th, 2007
As repartições dos registos e do notariado são, por natureza, aquelas em que poderia ter mais brilho e maior sucesso uma acção de modernização consentânea com o nosso tempo.
Lastimavelmente são, em Portugal, um excelente exemplo de retrocesso…
Na generalidade, os impressos da DGRN – alguns muito recentes, como é o caso dos do registo civil na área da nacionalidade têm que ser preenchidos à mão.
Não pode ser usado computador para incluir os dados indispensáveis aos registos, o que, desde logo, impede o uso de qualquer programa de OCR. Mas, mais grave do que isso, não podem enviar-se esses documentos em formato electrónico, com todas as consequências que daí emergem e com todos os prejuizos que isso causa ao Estado. Afinal tudo vai ter que ser copiado, quando é certo que se poderiam usar os dados enviados em formato digital.
Não é preciso ser muito esperto para perceber isto. Basta, apenas, não ser ignorante.
Porque não acreditamos que estamos perante uma acto de má vontade, somos levados a concluir que estamos perante um gravíssimo problema de competências…
Não imaginávamos que no ano 2007 nos obrigariam a voltar a escrever à mão…