Aumentam os pedidos de insolvência de particulares

Os pedidos de insolvência de particulares têm crescido de forma exponencial, como forma de defesa à agressividade das execuções, sobretudo quando elas têm como objeto a liquidação da casa de morada das famílias e dos bens por elas usadas no dia a dia.
Qualquer pessoa física que se veja impossibilitada de solver as suas obrigações pode apresentar-se à insolvência e requerer que  um plano de pagamentos seja apreciado pelos credores.
Estando pendente – às vezes com data marcada para a venda – uma ação executiva, o procedimento da insolvência permite evitar que a venda se realize imediatamente, ganhando-se tempo para a construção de uma solução.
Em caso de insuficiência de bens para pagamento aos credores, o processo da insolvência permite, para além disso, que sejam asseguradas condições de sobrevivência do devedor e da sua família, pois que ele pode pedir que lhes sejam prestados alimentos à custa da massa insolvente, podendo ainda pedir que, liquidado o património, seja exonerado do remanescente do passivo.
Em muitas situações, entre as quais relevam as da pendência de execuções fiscais muito agressivas, o processo de insolvência permite gerar soluções que possibilitam o pagamento das dividas de forma razoável, evitando que as famílias percam as suas habitações e ainda continuem endividadas.
A MRA dá uma especial atenção às famílias endividadas, ajudando-as a encontrar soluções negociadas com os credores ou a organizar processos de involvência que permitam o saneamento das suas situações creditícias.

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