Alienação das ações da EDP detidas pelo Estado: um negócio escuro

É um escândalo… E ninguém diz nada.

No dia 8/11/2011 foram publicadas as condições de alienação das ações da EDP detidas pelo Estado. Condições complexas, cuja análise precisa de tempo e de estudo.
Dois dias depois era publicada a lista das entidades admitidas às negociações.

É por demais óbvio que essas entidades tomaram conhecimento do que não foi tornado público.

Uma fraude, às claras, para viabilizar um negócio que, apesar de ser de electricidade é escuro.

 

Aí ficam os diplomas:

Resolução do Conselho de Ministros n.º 44-A/2011. D.R. n.º 214, Suplemento, Série I de 2011-11-08

Presidência do Conselho de Ministros

Aprova as condições específicas da alienação de acções por venda directa no âmbito da 8.ª fase do processo de reprivatização da EDP – Energias de Portugal, S. A.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 45-A/2011. D.R. n.º 216, Suplemento, Série I de 2011-11-10

Presidência do Conselho de Ministros

Determina a admissão ou não admissão dos potenciais investidores de referência que procederam à apresentação de intenções de aquisição a participar nas subsequentes fases do processo de alienação das acções objecto de venda directa de referência no âmbito da 8.ª fase do processo de reprivatização da EDP – Energias de Portugal, S. A.

 

Despacho n.º 15377-A/2011. D.R. n.º 217, 2.º Suplemento, Série II de 2011-11-11

Ministério das Finanças – Gabinete do Ministro

Prazo para apresentação de propostas vinculativas – EDP.

Uma vergonha…

 

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