1º DE DEZEMBRO – DIA DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

            Portugal tem mais de 8 séculos de História, com um pequeno hiato dependente de Espanha, que foi o período mais infeliz da nossa existência como Povo.

Depois de terem escorraçado os judeus, alavancando a nossa aventura dos Descobrimentos, os nossos vizinhos quiseram estrangular-nos, sobretudo depois de  terem reparado no engano de Tordesilhas, viabilizado pelos geógrafos que eles tinham perseguido.

Os Espanhóis continuam a ser nossos inimigos e é bom que cultivemos esse sentimento, mesmo em tempo de paz.

É bom também que, como verificamos durante esses mais de 800 anos, haja a noção de que para os Portugueses não vem de Espanha nem bom vento, nem bom tempo, nem bom casamento.

Esta adversidade é garantia da nossa felicidade comum e de um respeito que só conseguimos afirmar por via da heroicidade dos nossos antepassados.

Ainda temos um problema de fronteira para resolver – o de Olivença – porque os nossos vizinhos não são, como sabemos há muito, gente séria.

Não se perde nada se ele continuar como símbolo da má vizinhança, que existe, sempre existiu e devemos cultivar, por mais doces que sejam os caramelos que vamos comprar a Badajoz.

Talvez seja esta desconfiança mútua a única causa de sucesso de algumas parcerias bem sucedidas entre Portugueses e Espanhóis.

Tudo isso acabará no dia em que lhes dermos confiança demais.

Essas são algumas das principais razões que justificam que continuemos a comemorar o glorioso dia 1 de dezembro de 1640.

Na próxima segunda feira, 1 de dezembro de 2014, todos os nossos serviços estarão encerrados.

Para comemorar a independência nacional de Portugal.

Para comemorar o que nos sobra de Dignidade.

Voltem na terça-feira…

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