Archive for Abril, 2017

Lesados do BANIF entregaram nova ação judicial impugnando deliberação do Banco de Portugal

Terça-feira, Abril 4th, 2017

Cerca de 100 investidores do BANIF, representados pela MRA Advogados, apresentaram ontem no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, a petição inicial de uma ação judicial em que peticionam a anulação da deliberação do Banco de Portugal, datada de 4 de janeiro de 2017, que ordena novas transferências de direitos e obrigações para o Banco Santander e para a Oitante, sem que se explique o impacto financeiro de tais medidas.

Os advogados consideram que essas medidas são ilegais e carecem de fundamento, prejudicando, de forma grave os interesses dos investidores.

Os mesmos investidores já tinham proposto, no mesmo tribunal, a ação que corre no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, sob o nº 651/16.1BELSB.

Os interessados em participar nestas ações como associados dos autores originários podem pedir em juízo a intervenção principal

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Lesados do ex-BANIF terão levantamento da situação em Abril e vão à Venezuela e África do Sul

Sábado, Abril 1st, 2017

Citamos

Económico Madeira

Lesados do ex-BANIF terão levantamento da situação em Abril e vão à Venezuela e África do Sul

A associação dos lesados do ex-BANIF espera ter concluído durante o próximo mês de Abril, o levantamento de todas as situações, por forma a traçar um perfil dos cidadãos penalizados e inventariar os montantes em causa.

O documento destina-se a ser entregue à CMVM que decidirá se agirá depois, como e quando, em conformidade com a situação apurada.

Aliás foi essa a sugestão deixada esta semana por António Costa no Funchal durante uma audiência que concedeu terça-feira aos representantes da associação dos lesados do ex-BANIF.

 Segundo uma fonte da associação contactada pelo Económico Madeira, “temos que fazer tudo para que as pessoas prejudicadas façam chegar as suas reclamações à CMVM de maneira a que esta instituição se pronuncie de forma clara sobre se houve ou não venda fraudulenta de produtos financeiros por parte do ex-BANIF.

“Só depois disso o Estado poderá intervir e tentar encontrar uma solução para este problema”, disse.

Depois de sublinhar que neste momento é importante esclarecer a opinião pública das razões da luta e dos protestos dos lesados do ex-BANIF, aquela fonte da associação admitiu que “é fundamental termos um retrato da realidade, saber quem são os lesados, porque são lesados, qual a dimensão dos prejuízos causados a cada um deles, etc.”.

Desiludidos com o “silêncio” do banco Santander, que adquiriu o ex-BANIF ao Estado, os lesados recordam que “era dito pelos funcionários do banco que este era do Estado o que levou as pessoas a pensar que era seguro comprar as aplicações e outros produtos financeiros que lhes eram sugeridos”.

“Os gestores de contas diziam que o banco era do estado, logo era garantido a 100% sem problemas”, observa a mesma fonte que lembrou ainda que “a idade média dos lesados é de 65 anos e antiga quarta classe de escolaridade”.

Os lesados estranham o distanciamento do Santander a contrastar com a “cobrança de comissões pela guarda de títulos que dizem eles não assumir”.

Relativamente aos investidores não qualificados – recorda-se que o banco Santander resolveu todas as situações que envolviam instituições, caso das IPSS, alguns centros culturais e clubes e fábricas de igreja, mas não os particulares – as estimativas da associação apontam para uma verba da ordem dos 240 a 260 milhões de euros.

Os lesados do ex-BANIF lamentam que o Santander “não aceite reunir nem mesmo para que lhes sejam entregues propostas. Limitam-se a dizer que nada tem a ver com o problema”.

A associação dos lesados confirmou ao Económico Madeira que vai deslocar-se na próxima semana à Venezuela para contactar com a comunidade portuguesa em geral dado que existe um significativo número de penalizados que residem naquele pais, alguns deles em grave situação financeira que se torna mais penalizadora numa conjuntura venezuelana de forte crise social, económica e financeira.

Depois da Venezuela a associação está a preparar uma deslocação semelhante à África do Sul para recolher informações sobre a dimensão dos lesados que residem naquele país africano e dos problemas que esta situação está a gerar naquela comunidade portuguesa.

Estamos eventualmente a falar, segundo aquela fonte, de um universo de lesados que pode chegar às 40 mil pessoas, se contarmos com os accionistas, dos quais perto de 5 mil são obrigacionistas subordinados e investidores na Rentipar.