Banif. Plano A era reestruturar, diz ex-chefe de gabinete de Maria Luís

Citamos

TSF

Antiga colaboradora da ex-ministra das Finanças corrobora as afirmações de Maria Luís: governo e Bruxelas trabalharam, até final de outubro, num cenário de reestruturação e não de resolução.

Cristina Sofia Dias garante que no momento em que saiu do ministério, a 30 de outubro, o cenário para o Banif em que o governo e as autoridades europeias trabalhavam era o plano de reestruturação desenhado pela consultora espanhola N+1 e apresentado a Bruxelas em setembro que implicava uma venda até março de 2016, mas não uma resolução: “Quando saí do ministério das Finanças, continuávamos a trabalhar no plano da N+1, que previa que o negócio ficasse fechado até março”, afirmou.

E assegura que até essa altura Bruxelas também não deu sinais de que pudesse (como viria a acontecer mais tarde) criar novas reticencias e rejeitar essa solução, obrigando Portugal a encontrar uma solução para o Banif até ao final do ano. Cristina Sofia Dias garantiu em várias respostas aos diversos grupos parlamentares que “até abandonar o gabinete, nunca me foi transmitida qualquer informação que levasse a ter a sensação que o plano da N+1 tivesse sido recusado pela Direção-Geral da Concorrência Europeia”.

Com apenas cerca de duas horas de duração, a audição de Cristina Sofia Dias foi até agora a mais curta da Comissão Parlamentar de Inquérito ao Banif. E teve uma particularidade: não pode ser filmada ou fotografada, dado que a antiga chefe de gabinete de Maria Luís Albuquerque invocou o direito à proteção de imagem. Cristina Sofia Dias não impediu, no entanto, que a comunicação social acompanhasse a audição e a noticiasse, desde que não fossem registadas imagens, quer em fotografia quer em vídeo.