Wikileaks: Assange ameaça denunciar políticos árabes com ligações à CIA

O fundador do site Wikileaks, Julian Assange, numa entrevista ao canal árabe Al Jazeera, transmitida na quarta-feira, ameaçou que se for morto ou preso a organização divulgará os nomes de políticos e quadros de topo de vários países árabes com ligações à CIA. “Estas pessoas são espiões da CIA nos respectivos países”, precisou Assange, citado pelo jornal do Qatar The Península.

O fundador do Wikileaks acusou políticos árabes de estarem a roubar petróleo aos seus países e sublinhou que “se for assassinado ou detido por um longo período de tempo existem 2.000 sites preparados para publicarem os dossiers em nosso poder. Nós protegemos os sites com palavras-passe muito seguras.”

O Wikileaks tem recebido ficheiros secretos de vários países, entre os quais o Afeganistão, Quénia, Rússia e China. Segundo Assange, a situação das tropas americanas e da NATO no Afeganistão é muito delicada, com os militares insatisfeitos e desmotivados, e revelou ter mais ficheiros sobre questões de defesa na Europa Central.

Destacou ainda que as embaixadas dos EUA espalhadas pelo mundo estão muito ansiosas relativamente a questões relacionadas com Israel, Irão, sindicatos, negócios de venda de armas americanas e exercem actos de espionagem através de sofisticados meios tecnológicos.

Assange começará a ser julgado em Londres, no dia 11 de Janeiro, num tribunal especializado em casos de terrorismo. “Se o Reino Unido, onde agora estou a viver, decidir entregar-me às autoridades suecas por alegados casos de abuso sexual, eles (os suecos) vão deportar-me para os Estados Unidos”, disse o hacker de nacionalidade australiana. 

Assange afirmou recear que os EUA o declarem como espião que age contra os interesses de Washington e acusou o Pentágono de ter criado um grupo de crise, composto por 120 pessoas, cuja missão é sabotar e destruir o WikiLeaks.

MRA Alliance/pvc

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