Violência e saques de Londres alastram a toda a Inglaterra

Durante a quarta noite de violência em Inglaterra, continuaram os saques e ataques incendiários a prédios, automóveis e lojas em Londres que começaram a ser igualmente praticados noutras cidades – Birmingham, Bristol, Liverpool, West Bromwich, Wolverhampton, Manchester, Salford e Nottingham –  informou hoje a polícia britânica citada pelo edição digital do diário “The Telegraph”.

A fonte policial precisou que um homem foi atingido a tiro em Leeds e ouve distúrbios em algumas localidades do Kent. Por enquanto, até agora, na Escócia, Gales e Irlanda do Norte não se verificaram incidentes.

Durante a noite, em Londres,  os ataques aumentaram e a polícia prendeu mais de 200 agitadores que realizaram assaltos, enquanto os bombeiros anunciaram que foram registados fogos “por toda a cidade”.  Mais de dois mil incidentes foram registados nas zonas de Clapham, Croydon, Hackney, Ealing, Lewisham, Peckham e Enfield. A população civil foi parcialmente evacuada nas duas primeiras áreas e, em Enfield,  o maior fogo foi registado no Centro da Sony, um grande edifício cujas chamas foram vistas a quilómetros de distância.

Os incidentes começaram em 4 de Agosto com a morte do líder de um gang, Mark Duggan, na área de Tottenham durante uma troca de tiros com os agentes da polícia envolvidos numa rusga para combater o crime armado nas comunidades africanas e do Caribe. Esta morte gerou protestos iniciais por parte daqueles grupos étnicos que degeneraram em violência na localidade.

No entanto, s autoridades britânicas sustentam que  generalização da violência nada têm a ver com a morte de Duggan. Na óptica das autoridades, mais não são do que “actos de criminosos que usam o incidente como pretexto para pilhar e destruir”, com a participação activa de marginais que não residem em Londres e de grupos de anarquistas.

A onda de anarquia e violência que está a flagelar as cidades inglesas, combinada com a falta de capacidade da polícia para fazer frente aos criminosos, está a gerar incredulidade entre os britânicos.

Num artigo publicado no ‘Daily Telegraph’, o director da organização ‘Civitas’, David Green, explica que actualmente a polícia tem sido “super-sensível” a assuntos raciais, evitando interferir em assuntos onde os envolvidos não são de origem europeia, por receio de serem acusados de racismo. Green nota que, em 2002, os agentes foram instruídos pelos seus superiores para aplicarem a lei ignorando a raça dos envolvidos. Green considera que esta postura “é errada e injusta”, por “não levar em conta o facto de que pessoas diferentes têm reacções e necessidades diferentes”. Green acrescentou que os agentes que não compreendessem esse facto e tentassem aplicar a lei de modo igual a todas as pessoas, independentemente da cor da pele, “seriam alvo de sanções disciplinares”.

“Neste tipo de atmosfera, não surpreende que os agentes encarregues de lidar com um motim pensem que é mais seguro esperar por ordens vindas de cima em vez de usarem o seu discernimento para proteger o público sem medo”, conclui o Telegraph.

MRA Alliance

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