Venezuela: Chávez quer nacionalizar “amigavelmente” banco espanhol

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou que vai nacionalizar o Banco da Venezuela, do Grupo Santander, um dos maiores bancos privados do país, para o colocar “ao serviço dos venezuelanos”, antecipando uma “guerra mediática” contra o Governo. “Os donos dizem que não querem vender, agora eu digo-lhes que compro”, afirmou o presidente venezuelano durante uma cerimónia, no Teatro Municipal de Caracas. “Há uns meses atrás chegou-me a informação de que o Banco da Venezuela, que foi privatizado há vários anos, estava a ser vendido pelos donos espanhóis. O que é certo porque tenho uma cópia do pré-acordo entre o Grupo Santander de Espanha e um banqueiro venezuelano”, sublinhou. Chávez disse ter enviado “uma mensagem aos espanhóis e ao banqueiro venezuelano.” “Agora o Governo quer comprá-lo, quer recuperá-lo porque é o Banco da Venezuela. Assim se chama, o Banco da Venezuela, e vamos pô-lo ao serviço da Venezuela, porque esse banco dá muito lucro”, garantiu. “Faço um apelo aos donos para que venham aqui. Comecemos a negociar porque não entendo, há algo escuro aí. Estavam desesperados para vender o banco, inclusive a tentar pressionar-me. Eu não aceito pressões”, prosseguiu Chávez. O presidente venezuelano disse que o banco é um “estandarte” comparando-o à transportadora venezuelana VIASA, vendida nos anos 90 à espanhola IBERIA. A companhia foi fechada em 1997 e a marca VIASA deixou de ser usada. O Banco da Venezuela foi nacionalizado, em 1994, na sequência da crise financeira que abalou a América do Sul. Em 1996, o Grupo Santander comprou a instituição por 351,5 milhões de dólares. MRA/Agências

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