Capitalismo de Estado reina na Venezuela de Chávez

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou ontem, a nacionalização de mais cinco metalúrgicas e uma cerâmica, de capitais japoneses, mexicanos, europeus e australianos, para criar um complexo industrial estatal idêntico aos modelos económicos chinês e russo.

A ordem foi dada durante uma reunião na cidade de Guayana (500 quilómetros a sul de Caracas) com transmissão directa e obrigatória pelas rádios e televisões do país. «Este sector está nacionalizado. Não há discussão», disse Chávez.

«Que comece de uma vez o processo de nacionalização para se poder criar este complexo industrial», sublinhou o presidente venezuelano defendendo que as «empresas têm de estar sob controlo operário».

O anúncio da nacionalização das cinco empresas acontece três semanas depois da nacionalização de 73 empresas do sector de serviços petrolíferos. De acordo com representantes dos sindicatos daquelas empresas, os salários estão atrasados e a produção praticamente paralisada, há pelo menos seis meses. Por esse motivo, pediram a intervenção do Estado.

Com a onda de nacionalizações o Estado venezuelano passou a controlar quase todos os sectores estratégicos da economia. Desde 2007, foram estatizadas as companhias de telecomunicações e de electricidade, a faixa petrolífera do rio Orinoco e três empresas de cimento.

Chávez pretende que os «trabalhadores venezuelanos ensinem ao mundo que a classe operária ressuscitou para fazer uma revolução».

MRA Alliance/Agências

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