UE: Previsões até 2010 serão piores do que o previsto

A Comissão Europeia deverá rever hoje em baixa as suas previsões de crescimento económico e apresentar uma evolução mais sombria para as contas públicas dos Estados-membros em 2009, confirmando a deterioração da situação económica desde as últimas estimativas em Novembro.

 

O executivo comunitário publica uma actualização excepcional das suas previsões económicas de 2008 até 2010 para as grandes variáveis macro-económicas: crescimento do PIB, défice orçamental, divida pública, inflação e desemprego, entre outras.

A publicação das previsões foi antecipada “porque se materializaram os riscos de abrandamento da economia feitas nas Previsões do Outono, havendo indicações para a existência de uma situação económica pior”, segundo fonte comunitária.

Os planos de relançamento das economias nacionais apresentadas desde o início de Dezembro também vão implicar um agravamento generalizado do desequilíbrio das contas públicas dos 27.

Nas Previsões Económicas de Outono publicadas a 03 de Novembro, a Comissão Europeia estimou um crescimento do PIB na União Europeia (UE) de 1,4 por cento, em 2008, de 0,2 em 2009, e 1,1 em 2010.

Os ministros das Finanças europeus, reunidos também na capital belga, até terça-feira, irão tomar conhecimento das novas previsões até 2010 e fazer o ponto da situação dos planos nacionais de relançamento económico.

Uma maioria de Estados-membros, entre os quais Portugal, apresentou planos de recuperação económica que no seu total se eleva a cerca de 1% do PIB da EU em fez dos 1,2% inicialmente pretendidos, segundo fonte na Comissão Europeia.

Após o novo plano anunciado há uma semana, a Alemanha é quem mais contribui para relançar a economia europeia, o que se explica pelo seu tamanho e pela margem de manobra orçamental.

Sexta-feira, o Governo português aprovou a proposta de Orçamento Suplementar para 2009 e a revisão do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). O Governo prevê uma queda do PIB igual a 0,8 por cento este ano, com a taxa de desemprego a agravar-se para 8,5 por cento, a inflação a ficar em 1,2 por cento e o défice a subir para 3,9 por cento do PIB.

A dívida pública também aumentará para 69,7 por cento do PIB.

No Orçamento do Estado para este ano, que entrou em vigor a 1 de Janeiro, o Executivo contava com um crescimento económico igual a 0,6 por cento, uma taxa de desemprego igual a 7,6 por cento, a inflação nos 2,5 por cento e o défice nos 2,2 por cento do PIB.

Fonte: Lusa

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