Tratado de Lisboa ressuscitado pelos irlandeses

Campanha pelo O eleitorado irlandês reconsiderou o seu apoio ao Tratado de Lisboa no novo referendo ao votar maioritariamente (67,1%) a reforma da União Europeia. Para o primeiro-ministro irlandês, a mensagem é clara: “”Juntos somos melhores e mais fortes. Este é um bom dia para a Irlanda e para a Europa”.

Este foi o segundo referendo realizado no único país dos 27 que obriga a uma decisão através de uma consulta eleitoral. Em Junho do ano passado, os defensores do “Não” venceram  com 53.4% dos votos.

Um resultado negativo significaria a rejeição da Irlanda à reforma da UE e inviabilizava o tratado, assinado há dois anos, em Lisboa, pelos 27 chefes de Estado. Por outro lado, a aprovação irlandesa pode significar que a resistência da Polónia e da República Checa ao tratado reformador deverá ser abandonada.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, classificou o resultado como “um voto de confiança”. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, considerou-o “bom para o Reino Unido”.

A oposição dos irlandeses relacionava-se com questões de soberania nacional e a legalização do aborto. As garantias asseguradas por Bruxelas face àqueles temas e a profunda crise económica irlandesa apaziguaram os descontentes. 

Todos os principais partidos deram o aval ao “Sim”. Os defensores do “Não” alegam que o compromisso com Bruxelas não irá ajudar à recuperação económica nem à diminuição do desemprego.

Em Londres, David Cameron, líder dos Conservadores e possível sucessor de Gordon Brown na liderança do governo, já prometeu a realização de um referendo, caso vença as eleições legislativas, na Primavera.

Todavia, a promessa foi feita quando outros estados-membros haviam rejeitado o Tratado. Ainda assim, Cameron vai ter muita dificuldade em calar internamente a crescente facção anti-Europa que floresce no seio do Partido Conservador britânico.

Fonte/Agências

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