“Todo o Homem deveria ter o mesmo direito de produzir Co2”, diz líder da AIE

A visão dos cientistas sobre os efeitos das emissões de Co2/Aquecimento GlobalO líder da Agência Internacional de Energia (AIE), Nobuo Tanaka, apelou aos chefes de governo para serem mais arrojados na redução das emissões de Co2. A poupança de energia, só por si, poderá reduzir em um terço as necessárias reduções de dióxido de carbono, disse o japonês, em entrevista concedida à revista alemã Spiegel. “Se nada for feito -afirmou – o ser humano produzirá cerca de 42 mil milhões/bilhões de toneladas (mm/bi, ton) de Co2 no ano 2030, em lugar das actuais 27 mm/bi tons. A China lidera com 11 mm/bi tons. No longo prazo as temperaturas subirão até 6 graus, com tudo o que isso implica. A este cenário nós chamamos-lhe ‘rotina quotidiana’. A Índia e a China, em particular, contruirão centenas de ineficientes centrais eléctricas que terão uma vida útil de 50 a 60 anos. Porém, este é um cenário que se pode evitar.”

Sobre as soluções possíveis, Tanaka, pôs o dedo na ferida: “Para já, poupar, poupar, poupar. Se na China os electrodomésticos, como frigoríficos e ar condionado, fossem tão eficientes como no Ocidente o país poderia evitar a construção de dois mega projectos do tamanho da ‘Barragem das Três Gargantas’. Em seu lugar, o dinheiro poderia ser aplicado em educação e investigação científica. Por outro lado, existe outro tipo de medidas eficazes que poderiam ser postas em prática imediatamente. Bastava acabar com as lâmpadas eléctricas que consomem muita energia para pouparmos 500 milhões de toneladas de Co2, por ano, em todo o mundo.”

Numa das passagens da entrevista refere que “não cabe à AIE julgamentos precipitados sobre a situação mas, pessoalmente, considero convincente o argumento de que qualquer ser humano deve ter o mesmo direito de produzir dióxido de carbono. Os limites máximos devem ser definidos consensualmente pelos metereologistas”. (pvc/Spiegel)

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