Subprime/EUA: Bancos continuam a ser a principal fonte de más notícias

Banca americana continua a afundar-seAlguns dos maiores bancos americanos voltaram ontem (quarta-feira) a advertir os mercados para desagradáveis decepções relativamente aos resultados do presente trimestre e para prejuízos mais avultados do que o esperado resultantes de amortizações de créditos malparados relacionados com o segmento «subprime» – créditos hipotecários de alto risco. As notícias neutralizaram pela negativa o anúncio das novas medidas do Fed (Reserva Federal) para melhorar a problemática liquidez do mercado interbancário e contaminaram o desempenho dos diversos indíces bolsistas.As acções do Citygroup, o banco com maior capitalização bolsista do mundo, registaram uma queda de 7%, apenas durante a sessão da tarde, sendo acompanhadas pelo grupo PNC Financial Services com uma quebra de 5%, no mesmo período. O Bank of America reviu em alta a perspectiva de prejuízos anunciada no mês passado. Agora revelou que as amortizações do trimestre serão da ordem dos USD 3,3 mil milhões/bilhões (mm/bi), ou seja USD 1,3 mm/bi mais do que o valor inicialmente estimado. O agravamento dos incidentes de crédito com os famigerados CDO’s (Collateralized Debt Obligations), derivativos de obrigações de dívida foi a justificação fornecida. Porém, o valor real das perdas só poderá ser apropriadamente quantificado em Janeiro. O mercado puniu o anúncio com uma queda de 4% no valor das acções. O Wachovia também anunciou novos prejuízos de USD 1,34 mm/bi, idênticos aos registados no 3.º trimestre. O papel caíu 1,4%. Bancos regionais como o Key Corp. e Regions Financial registaram quebras de 4% nas suas cotações. O índice bolsista KBW Bank Stock, que avalia o desempenho de 24 bancos, recuou 3%.

O mercado não espera melhores notícias dos conglomerados financeiros que, na próxima semana, têm agendadas as suas informações ao mercado: Lehman Brothers, Goldman Sachs, Bear Stearns e Morgan Stanley. (pvc/agências)

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