Starbucks vai encerrar 600 coffee-houses desconhecendo-se os planos para Portugal

A cadeia de cafés Starbucks, Seattle, EUA, supreendeu o mercado ao anunciar que, em lugar das 100 inicialmente previstas, irá encerrar 600 das 7 100 lojas nos EUA (- 8.5%) e despedir 12 000 empregados devido à crise do consumo. A franquia global tenta desta forma reduzir custos e amortizar no próximo balanço trimestral activos não lucrativos no montante de USD 200 milhões. Nos últimos 12 meses as acções da empresa caíram cerca de 40%. “O actual ambiente de negócios é o pior na história da companhia. A queda dos preços imobiliários, os custos crescentes da energia e dos consumíveis da marca – produtos alimentares e outros – estão a ter um impacto negativo nos nossos consumidores”, disse Howard Schultz, co-fundador, presidente e CEO da multinacional. A Starbucks que opera em 44 países, previa no início do ano juntar Portugal e a Bulgária ao seu universo global. Schultz declarou no primeiro trimestre de 2008, que a empresa planeava focalizar as actividades na Europa diminuindo, simultaneamente, o ritmo de abertura de novos cafés nos Estados Unidos. Fora do país de origem, a Starbucks contava abrir em 2008 mais 975 lojas, num investimento total superior a 700 milhões de euros. O DN, há uma semana, revelou que “a Starbucks já está a contratar pessoal em Portugal com vista à abertura da primeira loja, cujo local ainda não é conhecido.” Actualmente com cerca de 16 mil unidades espalhadas pelo Mundo, a Starbucks arrancou em 1971. Em 1992, quando passou a ser cotada em bolsa, a rede detinha apenas 165 lojas. No final do primeiro trimestre de 2008 obteve 108,7 milhões de dólares de lucros, uma reducção de 28% face a idêntico período de 2007. O expansionismo agressivo da empresa a nível mundial e os decepcionantes resultados levaram ao despedimento, em Janeiro passado, do CEO Jim Donald e ao regresso de Schulz ao cargo, após um hiato de oito anos.

MRA Dep. Data Mining

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