Sarkozy: O falcão europeu nas negociações agrícolas da OMC

“Serei um firme opositor a qualquer acordo que não atenda aos interesses da França”, disse o chefe de Estado francês, num discurso perante o Congresso da principal federação sindical agrícola francês, a FNSEA, em Nantes.O presidente argumentou que depois de mais de sete anos de negociações “o flagrante desequilíbrio [das negociações] deve provocar uma reflexão mais profunda no seio da União Europeia (UE) mas também na OMC, sobre o futuro das decisões, porque é difícil continuar como se nada tivesse acontecido”. “Digo as coisas da forma mais clara: nesta negociação internacional, quero reciprocidade, quero equilíbrio”, insistiu Sarkozy, revelando ter escrito uma carta ao presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, para lhe recordar a “linha” que se propõe defender.

Sarkozy, cujo país assumirá a presidência rotativa da UE no segundo semestre deste ano, não quer que a Europa seja “ingénua”, deixando uma pergunta no ar: “De que serve construir uma política agrícola se a Europa renuncia a defender sua agricultura de produção e a sua alimentação, se renuncia proteger a qualidade sanitária e o ambiente quando todos os demais se defendem e se protegem?” A União Europeia também não pode ignorar as medidas “dos governos brasileiros e americanos para apoiar, por meio de um dumping fiscal sem precedentes, o desenvolvimento de certos biocombustíveis”.

Na carta a Durão Barroso, Sarkosy exigiu uma “verdadeira reciprocidade no acesso aos mercados” e considerou ser “altamente preocupante” o desequilíbrio das concessões recíprocas contra os interesses europeus quer nos sectores agrícola e industrial, actualmente em fase de negociação, quer no abandono dos temas a negociar sobre os serviços, normativos e os direitos sobre o mapeamento do planeta via satélite. MRA/Agências

Leave a Reply