Risco de falência da Grécia ameaça nova crise do euro

Em Bruxelas já estarão a ser estudados quais os impactos na zona euro de uma renegociação parcial da dívida grega. Segundo o Diário Económico, a zona euro arrisca-se a viver esta semana uma nova vaga de contágio do risco de incumprimento dos países ditos periféricos, face aos indícios cada vez mais fortes de que a Grécia não está a cumprir o seu programa do resgate e não será capaz de honrar por completo a sua dívida.

Enquanto em Bruxelas é estudado o impacto na zona euro de uma renegociação parcial da dívida grega, a ‘troika’, que continua em Atenas, vai nos próximos dias dar o seu veredicto sobre os esforços orçamentais dos gregos. Se o parecer for negativo, o relatório vai bloquear a próxima ajuda de 12 mil milhões de euros o que, segundo o governo grego, atirará o país para a falência técnica.

A revista alemã ‘Der Spiegel’ citava no sábado um relatório preliminar da ‘troika’ onde se lê que a Grécia “falhou todas as metas orçamentais [que tinham sido] acordadas”. “O governo gastou mais do que acordado no programa de assistência. E além disso, a receita dos impostos é menor do que tinha sido requerida”, diz a revista. A notícia foi prontamente desmentida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a instituição que juntamente com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) constituem a ‘troika’.

“São falsas as notícias” sobre o relatório da ‘troika’, diz o Fundo, porque, como frisa George Papaconstantinou, ministro de finanças grego, “as negociações vão continuar e serão fechadas nos próximos dias”. Porém, a novela da crise do euro tem sido escrita com encontros secretos e um imenso rol de desmentidos que se acabam por confirmar.

O comissário Olli Rehn avisou na passada semana que a situação na Grécia “está muito complicada e difícil”. É por isso que o Comité Económico e Financeiro, que assessora o Eurogrupo e Ecofin, está a estudar as consequências de uma renegociação ou restruturação da dívida grega e apurar se seria possível fazê-lo sem activar um caso de [incumprimento do] crédito, anunciou o ministro das finanças holandês, Jan Kees De Jager.

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