Reino Unido: Salvamento do Lloyds Banking Group sinónimo de fiasco

O Governo britânico admitiu hoje quer poderá ser obrigado a assumir uma participação maior no capital do Lloyds Banking Group, onde o Estado já detém 43% do controlo accionista, ou a optar pela sua nacionalização integral devido ao falhanço das operações de recapitalização que não lograram melhorar a desastrosa situação financeira  do banco. O Lloyds Banking Group anunciou  ontem que o banco HBOS, que adquiriu no ano passado, registou prejuízos de USD 14.394 milhões no exercício de 2008. O anúncio provocou a abrupta queda das acções do banco na Bolsa de Londres, registando uma perda de quase 33%, numa única sessão. 

Após a notícia, o ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, defendeu a política do governo para o sector aregumentado que o Estado não tinha outra alternativa senão tentar salvar a instituição para evitar o colapso do mercado bancário britânico. Darling pretende agora que sejam rapidamente identificados os “activos tóxicos” que afectam os balanços dos bancos, “retirá-los do sistema” e recuperar a normalidade nas operações de concessão de crédito. 

Os partidos da oposição – Conservador e Liberal – acusam o governo de estar a malbaratar dinheiros públicos para salvar instituições que, em circuntâncias normais de mercado, estariam condenadas à falência.

Darling afirmou à BBC que após o Governo ter estimulado a fusão Lloyds TSB-HBOS e injectado 17 mil milhões de libras para viabilizar a operação, existirem “um leque de opções (…) para ajudar os bancos” frisando “que a integridade dos bancos é muito importante.” Os analistas interpretam estas declarações como um sinal de que, se fôr necessário, o governo trabalhista procederá à nacionalização do grupo financeiro.

MRA Alliance/Agências 

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