Reacções lusitanas à bancarrota “Lehman Brothers”

“Toda a gente deve estar preocupada. Por tabela, esta crise vai ter influência na bolsa portuguesa. Não será uma hecatombe, mas terá influência porque o mundo está todo interligado”, disse hoje Horácio Roque, presidente do banco BANIF, à entrada do Palácio da Bolsa, no Porto, onde se realiza o jantar do 20.º aniversário da instituição. Roque manifestou-se preocupado com a declaração de falência do 4.º maior banco de investimentos dos Estados Unidos, considerando tratar-se da “mais grave crise dos últimos tempos”, prevendo que se irá prolongar “por tempo indeterminado”. O presidente do BANIF distinguiu-se de todos os banqueiros, reguladores e políticos lusitanos. A retórica geral afinou pelo mesmo diapasão – o grau de exposição “não é significativo” (Banco de Portugal, CMVM) ou é “muito reduzido” (Millenium BCP, BES). O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, comentou: “Há um ano, todos esperávamos que [a instabilidade] e a incerteza (…) se pudessem desvanecer bem mais rapidamente [mas], isto está a ter uma duração que está a surpreender todos.” Para o ministro português “o que é importante é que as autoridades europeias e nacionais sigam atentamente o evoluir desta situação, preservando a solidez e a estabilidade das suas instituições financeiras.” Em seu entender o Banco Central Europeu (BCE) “já teve o cuidado de intervir no mercado, injectando liquidez (…) procurando manter a fundamental normalidade de funcionamento dos mercados monetários.” A CMVM revelou que está a ser feito “o acompanhamento da situação (…) em termos de supervisão prudencial e com especial enfoque na exposição dos fundos de investimento.” A legislação nacional e comunitária que regula a actividade dos fundos financeiros (investimento, pensões, poupança, etc.) permite às sociedades gestoras ocultarem dos balanços activos do tipo dos que provocaram a insolvência do Lehman Brothers. MRA Dep. Data Mining

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