Portugal sofrerá uma quebra “severa e inescapável” na economia, diz BdP

Primeiro, o FMI admitiu que Portugal entrará, de novo, em recessão. Ontem, o Banco de Portugal (BdP) divulgou as previsões de Outono, admitindo uma “dinâmica contraccionista severa e inescapável”, já que a redução da dependência de endividamento terá que ser feita ao mesmo tempo pelo Estado, empresas e famílias.

Em linha com as contas da organização internacional, as da instituiçãol liderada por Carlos Costa antevêem uma estagnação para 2011 (tal como o FMI), mas não consideram as últimas medidas de austeridade. Foi precisamente o seu impacto que levou o FMI, horas depois de falar de estagnação, a rever em alta a quebra da riqueza nacional para -1,4%.

O banco central português entende que a adopção de medidas de contenção é imperativa, apesar do impacto negativo no crescimento e no desemprego. O cenário alternativo de descontrolo das contas públicas seria ainda pior, porque implicaria “custos (…) incomensuravelmente mais elevados”, alertou.

O BdP lembrou, ainda, que mal os mercados financeiros comecem a estabilizar, a banca perderá aquela que tem sido a sua quase exclusiva fonte de financiamento – os empréstimos sem limites do Banco Central Europeu. A poupança será, então, fundamental para que haja dinheiro a circular na economia. Neste momento, lembrou, o investimento de famílias e empresas está “em mínimos históricos”.

MRA Alliance/JN

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