Portugal sai de Bruxelas com melhores condições, diz PM

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considera que Portugal saiu hoje de Bruxelas com melhores condições para cumprir com sucesso o seu programa de assistência financeira, na sequência da «robusta» resposta dada pela cimeira extraordinária da Zona Euro.

No final de uma reunião dedicada a um segundo programa de ajuda para a Grécia e ao combate ao risco de contágio da dívida soberana, Passos Coelho disse que, «de uma assentada», os líderes da Zona Euro acordaram as condições para resolver, de uma forma credível, a questão da Grécia e alcançar uma reforma a nível europeu que, inequivocamente, permitem a Portugal e Irlanda verem «aumentadas as condições de sucesso» dos seus programas.

Segundo o chefe de Governo, as agências de notação e os mercados não terão mais razões para duvidar das condições de sucesso do programa de Portugal, que até pode aspirar a regressar mais cedo aos mercados.

Passos Coelho disse todavia não desejar que as boas notícias com que Portugal sai hoje de Bruxelas constituam “qualquer pretexto para que se pense que se pode abrandar o ritmo de aplicação do programa” ou “ter menos exigência”, reafirmando que os tempos que o País enfrenta são “extremamente exigentes e difíceis”.

Entre as decisões já conhecidas  sobre juros, maturidades e reestruturação da dívida (grega), acresce a participação da banca privada. Após a cimeira, o Instituto de Finanças Internacionais anunciou, em Washington, que os bancos credores da Grécia vão contribuir com 54 mil milhões de euros em três anos e 135 mil milhões a dez anos para o novo plano de resgate da economia helénica.

MRA Alliance/Agências

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