Portugal precisa de nove mil milhões até ao fim do ano

O risco da dívida nacional voltou a bater recordes, tendo o juro das obrigações portuguesas a 10 anos superado os 6,5%. Até ao final do ano, são necessários mais cerca de nove mil milhões de euros de financiamento externo para satisfazer todas as necessidades do Estado, previstas para este ano.O ministro das Finanças vai ter que se redobrar em explicações sobre o andamento das contas públicas deste ano, bem como persuadir os investidores internacionais das virtudes do próximo Orçamento do Estado de modo a convencê-los a comprarem dívida portuguesa a um ritmo de três mil milhões por mês.

Isto numa altura em que os mercados se questionam cada vez mais sobre a capacidade de Portugal e da Irlanda conseguirem cumprir os seus objectivos de política financeira e económica.

Ontem os prémios de risco da dívida nacional e irlandesa voltaram a bater máximos históricos com as taxas exigidas pelo mercado para deterem dívida a dez anos dos dois países a ultrapassarem os 6,5%.

Até agora, as Finanças, através do IGCP, conseguiram colocar mais de 33,1 mil milhões de euros, entre Obrigações do Tesouro (16,2 milhões de euros) e de Bilhetes do Tesouro (16,9 milhões de euros). A este montante acresce uma operação sindicada de três mil milhões de euros, realizada no princípio do ano e mais mil de um financiamento ‘swap’ em dólares. No total, o Estado conseguiu garantir financiamento à República num total de 37,1 mil milhões de euros.

MRA Alliance/Diário Económico

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