Portugal deveria sair do Euro e Espanha vai precisar de ajuda externa, diz Pimco

Espanha, Itália e Bélgica estão cada vez mais perto de terem de pedir ajuda aos seus congéneres europeus, tal como já o fizeram a Grécia e a Irlanda. Quem o diz é Andrew Bosomworth, responsável da Pacific Investment Management (Pimco) na Alemanha, em entrevista ao jornal alemão Die Welt.

“Estes países não conseguirão recuperar sem a ajuda dos seus congéneres europeus”, sublinhou Bosomworth. O mesmo responsável assegurou ao jornal alemão que “mais tarde ou mais cedo, haverá obrigações europeias”, ainda que seja uma solução que não agrada à Alemanha nem à França.

Bosomworth defendeu as obrigações europeias, dizendo que seria uma forma de assegurar a unidade de acção na Europa, mediante a emissão de dívida comum, “o que sem dúvida penalizaria países como a Alemanha e França, que teriam de pagar mais para se financiarem”. Apesar deste efeito, o gestor da Pimco considera que esta medida ajudaria a estabilizar a União Europeia.

Bosomworth defendeu que “Grécia, Irlanda e Portugal não conseguirão por-se de pé sem uma de duas coisas: uma moeda própria ou elevadas transferências (provindas de organismos como a UE e o FMI)“, aconselhando que os três abandonem a Zona Euro caso não consigam baixar o peso da dívida.

O responsável pela divisão de gestão de carteiras de investimento da Pimco em Munique mostra-se também pouco convencido de que estes países voltarão rapidamente a níveis positivos de crescimento económico. “Não parto do princípio de que o crescimento vai regressar, como faz o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia”, assinala.

“Os responsáveis políticos não podem excluir a possibilidade de uma falência no seio da Zona Euro”, comenta o gestor, que não acredita que as decisões tomadas pelo Conselho Europeu na última semana tenham resolvido os problemas na união monetária.

O responsável pela divisão de gestão de carteiras de investimento da Pimco em Munique mostra-se também pouco convencido de que estes países voltarão rapidamente a níveis positivos de crescimento económico. “Não parto do princípio de que o crescimento vai regressar, como faz o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia”, assinala.

Bosomworth acredita que a crise da dívida soberana na Zona Euro está “longe de terminar” e que “as tensões nos mercados vão continuar em 2011”.

MRA Alliance

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