Portugal cai na lista da liberdade de imprensa

O “efeito Obama” colocou os EUA no 20.º lugar na lista dos países mais respeitadores da liberdade de imprensa, num ano em que a Europa retrocede e em que Portugal perde 14 posições, indica o relatório anual da organização Repórteres Sem Fronteiras.

Nos Estados Unidos, “a chegada do novo presidente e a sua atitude menos belicosa que a do seu antecessor em relação à imprensa contribuiu muito” para que o país passasse do 40.º para o 20.º lugar na lista dos que mais respeitam a liberdade de imprensa.

Apesar de classificar Portugal como estando “em boa situação” face à liberdade de imprensa, o país passou de 16.º para 30.º, ao mesmo nível do Mali e da Costa Rica. A tabela baseia-se em inquéritos realizados a jornalistas e peritos dos média. No ano passado, Portugal estava em 16º lugar, a par da Holanda, Lituânia e República Checa. Espanha, referida como um dos países onde os jornalistas “ainda se vêem ameaçados fisicamente”, desceu do 39.º para o 44.º lugar.

A ONG Repórteres Sem Fronteiras destaca que a Europa retrocedeu ao diminuir de 20 para 18 os países com lugar na tabela. “É preocupante constatar que democracias europeias como a França (43.ª), a Itália (49.ª) ou a Eslováquia (44.ª) continuam, ano após ano, a perder lugares na classificação”, comentou Jean-Fraçois Julliard, secretário-geral da RSF.

As más classificações de vários países europeus são atribuídas pela organização a novas leis que “questionam o trabalho dos jornalistas a longo prazo”.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Turquemenistão, a Coreia do Norte e a Eritreia são os países pior colocados, respectivamente na 173.ª, 174.ª e 175.ª posições. A RSF chama-lhes “o trio infernal”.

Os três países mais bem colocados são a Dinamarca, a Finlândia e a Irlanda.

MRA Alliance/Agências 

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