Pequim comprou apoio da Costa Rica para cortar relações com Taiwan, diz FT

O diário inglês Financial Times acusou hoje a China de ter usado reservas monetárias para convencer a Costa Rica a cortar relações diplomáticas com Taiwan e a estabelecer laços oficiais com Pequim. “A compra de títulos do governo da Costa Rica pela agência chinesa que administra as reservas monetárias, State Administration of Foreign Exchange (SAFE), é a prova mais clara de que Pequim gere as suas reservas em divisas no valor de USD 1,8 mil milhões/bilhões (mm/bi) – as maiores do mundo – como um instrumento para atingir objectivos de política externa”, escreve o FT. O diário económico britânico diz ter tido acesso a documentos segundo os quais, em Janeiro de 2008, a SAFE adquiriu USD 150 milhões de títulos do governo costa-riquenho “como parte de um acordo assinado no ano passado que prevê o corte dos laços diplomáticos da nação centro americana com Taiwan (após 63 anos) e o estabelecimento de relações com a República Popular da China.” O acordo assinado em 01-06-2007 pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da China e da Costa Rica, Yang Jiechi e Bruno Stagno Ugarte, segundo o FT, estabelece as regras para a compra de títulos costa-riquenhos (USD 300 milhões) e a concessão de um empréstimo (USD 130 milhões). O jornal refere a existência de cartas entre responsáveis da SAFE e o ministro das Finanças da Costa Rica, nas quais Fang Shangpu, administrador de topo da agência chinesa, confirma o compromisso desde que a Costa Rica tome “as medidas necessárias para manter em segredo as condições financeiras da operação e a qualidade da SAFE enquanto compradora dos títulos.” “Diplomatas costa-riquenhos advertiram para os perigos do secretismo mas os chineses insistiram, afirmaram pessoas familares com o negócio”, remata o Financial Times. MRA Dep. Data Mining

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