Países emergentes com maior e menor risco político

As crises energética, alimentar e financeira provocaram climas de instabilidade política em alguns países asiáticos, africanos e latino-americanos, devido à deterioração das condições económicas, de acordo a análise mensal de riscos políticos elaborado pelo Euroasia Group, em associação com o Wall Street Journal. A classificação, publicada em Junho, refere os dados referentes a Maio. Numa escala de zero (alto risco) a cem (baixo risco) os países com os piores desempenhos foram: Paquistão (43), Irão (50), Venezuela (51), Nigéria (51), Filipinas (55), Arábia Saudita e Indonésia (56), Ucrânia (58), Egipto (59) e Colômbia (60). As quatro principais economias emergentes (BRIC) tiveram desempenhos mistos: Brasil (67), Rússia (64), Índia (61) e China (64). A China subiu 7 pontos relativamente a Abril. A Argentina, Turquia e Tailândia são também alguns dos países com risco elevado. O Eurasia Group divulgou que as crescentes tensões entre governo e oposição fizeram com que aqueles países – bem como a Índia, Egipto e Argélia – tivessem um mau desempenho nos critérios de avaliação. “A incerteza política continua alta nestes países”, sublinha o relatório, que avalia como um Estado consegue lidar com a volatilidade do seu sistema político. De todos os países analisados a Hungria (77), Coreia do Sul (76), Polónia (74), Bulgária (71) e Brasil (67) foram os mais bem classificados. MRA/Agências

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