Os secretos negócios petrolíferos de Israel com Teerão

Roterdão - PetroleiroIsrael e os EUA protestaram vigorosamente, no mês passado, contra o negócio de fornecimento de gás natural iraniano à Suiça, durante 25 anos, no valor de milhares de milhões/bilhões de dólares. O Departamento de Estado informou que iria analisar a legalidade da operação à luz das sanções económicas contra Teerão. O governo israelita classificou o negócio como um sinal “inamistoso contra Israel”. O Congresso Judaico Mundial encabeçou a campanha, apoiado por outras organizações sionistas, contra a bem sucedida diplomacia do petróleo do governo suíço.

A indignação dos suíços não se fez esperar. O jornal “Sonntag” (30/03/2008) publicou uma notícia denunciando que Israel viola constante e conscientemente a generalidade dos embargos contra o Irão ao importar, há vários anos, petróleo iraniano, através de intermediários. O tema foi igualmente abordado pelo jornalista de investigação e pacifista judeu Shraga Elam. Eis algumas das suas observações:

“Israel importa petróleo iraniano em grandes quantidades apesar de os contactos com o Irão e a compra dos seus produtos serem oficialmente boicotados por Israel. Israel ilude o boicote ao importar o petróleo através da Europa. Uma credível newsletter israelita, EnergiaNews, divulgou estas informações no dia 18 de Março.” (…) As fontes da EnergiaNews têm ligações com a gestão de topo da «Israeli Oil Refineries Ltd.» (…) De acordo com a EnergiaNews o petróleo iraniano é muito apreciado em Israel por ter qualidade superior à do «crude» de outras origens”, escreve o jornalista.

“A notícia – prossegue – da autoria do editor da «EnergiaNews» Moshe Shalev, revela que o petróleo iraniano passa por diversos portos europeus, em especial pelo de Roterdão. É comprado por israelitas e são-lhes fornecidos os documentos dos seguros e conhecimentos de embarque europeus . Depois segue-se o transporte para Haifa, em Israel. O importador é a empresa «Eilat-Ashkelon Pipeline Co (EAPC)», que mantém em segredo os seus fornecedores de petróleo.”

Shraga Elam, acrescenta desconhecer-se “se os exportadores iranianos sabem das compras do seu petróleo pelos israelitas”. Todavia, refere que “os compradores israelitas e organismos governamentais” conhecem perfeitamente a origem do “crude de alta qualidade”, a despeito de se tratar de “um grosseiro desrespeito do boicote” internacional. MRA/Dep. Data Mining

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