Oposição líbia pede 1,7 mil milhões para estabilizar o país

Com as forças do regime quase expulsas de Tripoli, no dia do golpe de Estado que levou Kadhafi ao poder em 1969, as atenções dos aliados voltam-se agora para o apoio económico à reconstrução da Líbia.

Ao falar ontem em Doha, capital do Qatar, o primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição (CNT, governo provisório da oposição), Mahmud Jibril, anunciou a convocação “imediata” nessa cidade de uma conferência de países doadores, que tem como objectivo a angariação de fundos para o novo governo: cerca de 1,7 mil milhões numa primeira fase. Entre os países presentes estão os EUA, o Reino Unido, a França, a Itália, a Turquia e o Qatar.

Londres anunciou que a ONU vai debater já na próxima semana uma resolução para descongelar os activos líbios em todo o mundo. “As nações aliadas esperam abrir o caminho para o descongelamento dos activos que, em última análise, pertencem ao povo líbio”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, William Hague.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que Washington espera desbloquear imediatamente entre 694 milhões e mil milhões de euros para a oposição líbia.

A Áustria também manifestou o desejo de colocar à disposição do conselho revoltoso parte dos 1,2 mil milhões de euros em activos líbios que tem congelados.

MRA Alliance/DE

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