OPEP quer petróleo a USD 75/barril

A decisão da OPEP de congelar, até à reunião de 17 de Dezembro, o corte da produção de petróleo não significa que os países produtores não queiram forçar o mercado a apreciar o ouro negro para um valor que estimam justo – USD 75/barril.

O ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, na qualidade de representante do maior exportador do bloco, afirmou ontem no final da reunião informal da organização, no Cairo, que aquele valor é o “preço justo” para suportar os financiamentos necessários ao desenvolvimento de novos campos petrolíferos.

O comunicado final da reunião sublinhou que a procura será “muito inferior” às previsões de Outubro, data da cimeira que cortou a produção mensal em 1,5 milhões de baris/dia. Os analistas do sector interpretam o texto como um sinal claro de que, dentro de duas semanas, a OPEP decidirá um novo corte. A maioria dos analistas, consultada pela agência de notícias Bloomberg, calcula que a redução será de “pelo menos” um milhões de barris/dia.

Os países da OPEP apelaram a três importantes produtores que não integram o bloco – Rússia, México e Noruega – que acompanhem eventuais cortes. Até agora, apenas a Noruega recusou explicitamente aderir por “não existirem cenários” naquele sentido. A posição foi defendida pelo ministro norueguês da tutela, Terje Riis-Johansen, numa entrevista concedida no passado dia 18.

Os preços do crude caíram 62% desde Julho, quando chegaram ao valor histórico de USD 147,27/ barril, na sequência da deterioração das condições económicas e da ameaça de uma recessão a nível global.

MRA Dep. Data Mining

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