Obama “mata” guerra contra o terrorismo e elege China e Índia como novos aliados

A nova estratégia de segurança nacional do Presidente Barack Obama designa especificamente a Al Qaeda como inimigo principal dos Estados Unidos. Para trás ficaram as referências à “guerra contra o terrorismo” herdadas da administração de George W. Bush. A “doutrina Obama” pretende também alargar as parcerias norte-americanas para além dos tradicionais aliados da América, de forma a incluir também a China e a Índia.

No documento, tornado público esta quinta-feira, a Casa Branca refere: “Procuraremos sempre acabar com a legitimação do uso do terrorismo e isolar aqueles que a ele recorrem”, e clarifica: “Não é uma guerra mundial contra uma táctica – o terrorismo – ou uma religião – o Islão”.  “Estamos em guerra contra uma rede específica, a Al-Qaeda, e os seus aliados terroristas que apoiam os esforços para atacar os EUA e os seus aliados e parceiros” precisa o texto do documento.

A nova estratégia de segurança nacional representa o resultado de dezasseis meses de consultas no seio da administração Obama e estabelece um corte com as presidências anteriores, ao colocar grande ênfase no valor da cooperação global e no desenvolvimento de parcerias alargadas, para além de atribuir mais importância à ajuda prestada a outras nações para que se defendam a si próprias.

Esta tentativa aparente de Obama se distanciar do legado do seu antecessor, sem no entanto o repudiar frontalmente, poderá a vir a provocar algumas críticas no Partido Democrático, onde alguns sectores esperavam uma rejeição mais clara do conceito de “guerra preventiva” defendido por George Bush. Por outro lado os Republicanos, quase certamente, vão acusar Obama de “ser fraco em matéria de defesa” por dar tanta ênfase à diplomacia e ajuda ao desenvolvimento.

O documento refere-se “aos grandes objectivos” em matéria de defesa e o destaque de “adversários principais” é dado repetidamente à Al-Qaeda, ao Irão e à Coreia do Norte, estes últimos por causa dos seus programas nucleares.

No que respeita às alianças, a nova estratégia para manter a segurança dos Estados Unidos pressupõe o fim dos anos de acção unilateral da era Bush e deposita maior confiança nos aliados dos Estados Unidos para fazer face ao terrorismo e a outros problemas globais.

Para tal, a Casa Branca fala de desenvolver parcerias globais mais alargadas, de forma incluir nações como a Índia ou a China, que não se contam entre os aliados tradicionais dos EUA.

MRA Alliance/Agências

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