Obama e democratas correm contra o tempo para evitar default

Os líderes democratas do Congresso reuniram-se neste sábado com o presidente Barack Obama, numa tentativa desesperada para conseguir um acordo com a oposição republicana para evitar que os Estados Unidos fiquem sem dinheiro para pagar as dívidas aos credores [default]. Se tal vier a acontecer, a partir de terça-feira, as consequências serão desastrosas para o país e para a economia mundial.

O senador Harry Reid, que lidera os democratas de Obama no Senado, onde tem maioria, e a líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, reuniram-se durante uma hora e meia na Casa Branca. Nenhum dos dois líderes democratas no Congresso falou sobre os resultados da reunião. 

A Câmara dos Representantes, dominada pelos republicanos, rejeitou ontem por 173 votos contra 246 o projeto de Reid para evitar o incumprimento financeiro do país. A rejeição ocorreu depois de na sexta-feira o Senado, dominado pelos democratas, ter votado contra o projecto de lei republicano.

“Há muitas formas de sair desse impasse. Mas resta-nos pouco tempo”, advertiu Obama na sua mensagem semanal, este sábado, enquanto o Congresso mantinha uma agitada sessão de fim de semana, antes do vencimento do prazo, em 2 de agosto.

Boehner e o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, manifestaram-se “confiantes” de que se chegará a um acordo com a Casa Branca antes de terça-feira. “Apesar de nossas diferenças, acredito que tratamos com gente razoável, responsável e que quer colocar fim a esta crise”, disse Boehner numa conferência de imprensa.

Obama declarou que um eventual default poderá fazer com que as agências de rating rebaixem a nota da dívida americana, o que aumentará os juros e afetará a já frágil recuperação económica. A agência Moody’s disse na sexta-feira que dava aos Estados Unidos mais de uma chance de conservar a nota máxima “AAA” associada à sua dívida pública.

A economia americana alcançou seu teto legal da dívida de 14,3 trilhões de dólares (ou seja, quase 100% do PIB) em 16 de maio, e utilizou gastos e ajustes de contabilidade para continuar operando, mas só poderá continuar a fazê-lo até à próxima terça-feira.

MRA Alliance/AFP

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