Atentados violentos espalham medo e pânico na Noruega

Uma poderosa explosão matou pelo menos sete pessoas, destruiu parcialmente vários edifícios do Governo norueguês, em Oslo, e gerou o caos no centro da capital. O atentado também atingiu o prédio de 17 andares, onde fica o gabinete do primeiro-ministro norueguês que não se encontrava no local na altura da explosão.  A polícia confirmou que o rebentamento foi causado por uma bomba. 

Pouco depois da explosão junto ao gabinete do primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, pelo menos mais cinco pessoas foram feridas num ataque na ilha norueguesa de Utoeya, a Sul da capital. Todavia, a estação de televisão TV2 referiu “vários mortos” entre jovens que participavam num evento do Partido Trabalhista, que lidera o governo do país.

Um jovem, aparentemente de nacionalidade norueguesa,  foi detido na sequência deste ataque, noticiou outro canal de TV (NRK). O comissário da polícia Sveinung Sponheim, disse em conferência de imprensa haver “boas razões” para acreditar que existe uma ligação entre este atentado e o que ocorreu no centro de Oslo. “Há testemunhos que reforçam essa ideia”, adiantou.

Segundo a CNN,  as autoridades norueguesas indicam que várias testemunhas, após o rebentamento, cerca das 15h locais, disseram que a principal explosão ocorreu num carro armadilhado.

A Noruega encontra-se sob ameaça terrorista desde 2005. Nesse ano, a publicação de caricaturas de Maomé por jornais dinamarqueses e de outros países nórdicos teve como reacção vários ataques a representações diplomáticas escandinavas no Médio Oriente. Várias indivíduos de origem árabe foram detidos nos últimos anos sob suspeita de planeamento de atentados na Noruega. Recorde-se que o país membro da NATO tem uma força de 700 militares no Afeganistão.

A estação de televisão Al Jazira sublinhou, aliás, que o incidente ocorre poucos dias depois de a procuradoria norueguesa ter interposto uma acusação por terrorismo contra Najmuddin Faraj Ahmad, ou mullah Krekar, fundador do grupo islamista Ansar al-Islam, do Kurdistão.

Apesar de estar na Noruega desde 1991, depois de ter fugido do Norte do Iraque, mullah Krekar não tem nacionalidade norueguesa, ao contrário da sua mulher e dos seus quatro filhos. No passado dia 12 foi formalmente acusado por ter ameaçado de morte uma antiga ministra norueguesa, Erna Solberg. “A Noruega pagará um preço elevado pela minha morte”, terá dito então, citado pela Al Jazira. “Se, por exemplo, Erna Solberg me deportar e eu morrer na sequência disso ela terá a mesma sorte”, ameaçou. Não se sabe, no entanto, se a explosão estará relacionada com este caso.

Na Noruega a violência por motivos políticos é muito pouco comum, ainda que o país seja membro da NATO e tenha sido por vezes referido por líderes da Al-Qaeda devido ao seu envolvimento no conflito no Afeganistão.

MRA Alliance

(última actualização: 20H38)

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