Moeda global ainda não é opção para financeiros globalistas

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), Timothy Geithner, e o presidente da Reserva Federal (Fed), Ben Bernanke, recusaram hoje a sugestão de alguns líderes das economias emergentes para que uma nova moeda mundial ponha termo à hegemonia do dólar como reserva cambial do planeta, segundo um relato da agência Reuters.

Geithner e Bernanke disseram “não” à proposta sugerida ontem por financeiros russos e chineses para a criação de uma nova reserva cambial global. Os primeiros revelaram ser sua intenção apresentar uma proposta concreta na reunião do G20 agendada para breve.

O Governador do banco central chinês, Zhou Xiaochuan, num comunicado divulgado ontem no ‘site’ oficial da instituição, criticou “as debilidades inerentes do actual sistema monetário internacional” e defendeu a necessidade de uma divisa global de reserva “desligada das nações individuais, dos jogos de interesses e capaz de se manter estável no longo prazo.”

Grande parte das reservas de câmbio chinesas é composta por dólares norte-americanos. A criação “de uma nova moeda de reserva amplamente aceite poderá levar tempo”, sublinhou Zhou Xiaochuan mas adiantou que os Direitos de Saque Especiais (DSE) – Special Drawing Rights (SDR) – podem ser a “moeda de reserva supra-soberana”.

O valor dos DSE é calculado com base em um cabaz de moedas, criado em 1969, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para completar as reservas dos 185 países-membros, quando a oferta de ouro e de dólares já era insuficiente nos mercados monetários mundiais.

Zhou sugeriu que a unidade de troca do FMI, baseada no valor do dólar, euro, iéne e libra esterlina, passe a ser calculada em função do valor das divisas de outras “economias importantes”.

A tese reflecte a opinião do governo de Pequim. O economista Yi Xianrong, do Instituto de Economia e Finanças da Academia Chinesa das Ciências Sociais, num artigo publicado recentemente no diário governamental “China Daily”, defendeu que “as necessárias reformas deverão dar e aumentar a adequada representação das economias emergentes e em desenvolvimento”. 

 

MRA Alliance/Agências

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