Mais medidas de austeridade necessárias após 2011

O presidente do Eurogrupo disse que Portugal e Espanha precisam de fazer reformas estruturais e assegurar mais consolidação após 2011, além das medidas de austeridade já tomadas.

O comissário dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, insistiu que “é preciso fazer mais” e encorajou os países da Península Ibérica a avançar com reformas estruturais. “Os dois países anunciaram ou vão anunciar reformas estruturais substanciais”, disse Rehn, ontem, no Luxemburgo. “É preciso fazer mais e eu só posso encorajar ambos os países a seguir com reformas estruturais, por exemplo, no mercado de trabalho e no sistema de pensões”, explicou o comissário.

De resto, o presidente do Eurogrupo (ministros das Finanças da Zona Euro) disse na mesma conferência de Imprensa que “é claro que vai ser necessária mais consolidação depois de 2011, em conjunto com mais reformas estruturais”, afirmou Jean-Claude Juncker. Embora, momentos antes, tivesse afirmado que a análise preliminar das medidas adicionais tomadas por Espanha e Portugal mostrava que eram “significativas e corajosas”, asseverando que “vão sem qualquer dúvida, contribuir para estabilizar os níveis da dívida”.

A análise definitiva da Comissão Europeia aos planos de austeridade português e espanhol será publicada no próximo dia 15.

Austeridade foi também o que o Governo alemão impôs, ontem, aos contribuintes ao apresentar o maior pacote de cortes financeiros desde o fim da II Guerra Mundial.

O objectivo de Angela Merkel é reduzir a despesa do Estado em 80 mil milhões de euros até 2014.

“Os recentes acontecimentos que envolveram a Grécia e outros países europeus mostraram claramente a importância de termos finanças públicas sólidas”, explicou a chanceler.

Os cortes orçamentais vão incidir na retenção do subsídio de Natal de 2011, sobre o rendimento mínimo garantido, na redução de 2,5% dos salários da Função Pública, mas também sobre os subsídios aos pais que ficam em casa a cuidar de crianças após a maternidade.

O objectivo é que no ano que vem, os cortes atinjam 11,1 mil milhões de euros, em 2012 devem chegar aos 17,1 mil milhões de euros, em 2013 atingirão os 25,5 mil milhões de euros e em 2014 devem ascender aos 32,4 mil milhões de euros, anunciou Merkel.

MRA Alliance/JN

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