Juros da dívida italiana voltam a disparar para níveis históricos

Os mercados continuam a especular com o default da economia italiana, a terceira maior da zona euro. Itália emitiu hoje no mercado primário 2,7 mil milhões de euros em títulos de dívida pública a 10 anos a uma taxa média ponderada de 5,77%.

Esta é a taxa de juro mais elevada desde Fevereiro de 2000 com uma subida significativa face à ‘yield’ de 4,94% paga numa emissão com as mesmas características colocada no final de Junho. No total foram colocados 7,97 mil milhões de euros, abaixo do limite máximo do montante indicativo da operação, que oscilava entre 5,5 e 8,5 mil milhões de euros.

Foi também realizada uma emissão de dívida a três meses com uma taxa média ponderada de 4,80%, um máximo desde Julho de 2008. No mercado secundário, as taxas de juro implícitas da dívida pública italiana agravam-se em todas as maturidades. A taxa a 10 anos está muito perto de rasgar a barreira dos 6%. Está a cotar nos 5,926%. Os resultados de ambos os leilões dão força aos receios de que a crise da dívida soberana está a alastrar para economias de maior calibre no euro, como a italiana, que representa cerca de 16% do PIB da região.

“Não foram leilões positivos e agora temos também o rumor Tremonti a afectar o sentimento. O mercado, infelizmente, está a reagir a todos os rumores e a todas as manchetes”, disse um ‘trader’ à Reuters, referindo-se às notícias não confirmadas de que o ministro das Finanças italiano, Giulio Tremonti, está de saída.

MRA Alliance/DE

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