Juros actuais são insustentáveis mas ainda há tempo para evitar FMI

Portugal conquistará alguns meses para respirar caso consiga colocar os montantes previstos na emissão de hoje. Se o país encaixar os montantes pretendidos, que têm um intervalo entre 750 milhões e 1,25 mil milhões de euros, o Estado fica com as necessidades de financiamento para 2010 praticamente satisfeitas. Este factor dá alguns meses ao país para conseguir evitar o recurso ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), que implica que o FMI tenha de desembarcar em Portugal. Na opinião de grande parte dos economistas, taxas próximas de 7% para emitir dívida a dez anos é insustentável. O teste de fogo ocorrerá em 2011.

“A subida do risco da dívida pública deriva de Merkel e Sarkozy, mas também das dúvidas sobre a execução do Orçamento do Estado para 2011. Espero que o Governo encontre soluções para a execução orçamental de 2011 que não encontrou em 2010 e que tenha o apoio dos outros partidos”, explica o presidente do BES Investimento.

José Maria Ricciardi defende que mesmo se o juro da dívida “passar os 7%, Portugal pode continuar sem ir ao FMI. Depende do tempo em que fica acima desse valor”, referiu.

MRA Alliance/DE

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