Japão: À desativação de Fukushima seguem-se indemnizações astronómicas

Fukushima, Japão - Central nuclearO primeiro-ministro do Japão anunciou esta quinta-feira que o complexo da central nuclear de Fukushima deverá ser desativado. A Tokyo Eletric Power Company (Tepco), operadora da central, poderá ainda assim ter de pagar 130 mil milhões de dólares em indemnizações, se a crise nuclear no Japão se prolongar por dois anos.

Os graves danos sofridos pela central nucleal nipónica na sequência do terramoto seguido de tsunami do passado dia 11 de março, tornam inevitável o encerramento do complexo, que se revela totalmente irrecuperável.

A crise na central nuclear coloca às autoridades japonesas várias dúvidas, quais sejam as de saber por um lado em relação à própria central danificada se deverão, ou não, de cobrir os edifícios atingidos com um material especial que impeça a propagação de substâncias radioativas, e, num plano mais geral, se deverão rever os planos que preveem a construção de mais 14 centrais nucleares até ao ano de 2030.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) dá conta de que a radiação a 40 quilómetros da central de Fukushima supera os níveis recomendados. O temor que a radiação alastre é aliás, ainda muito grande. Os níveis de radiação registados na água do mar de Fukushima continuam a subir e já bateram em 4.385 vezes o valor legalmente permitido.

MRA Alliance/RTP 

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