Israel recusa comissão de inquérito internacional

Manifestação na Turquia contra incidente com IsraelIsrael recusou ontem uma resolução do Conselho de Direitos do Homem da ONU, em Genebra, que aprovou um inquérito internacional ao incidente da flotilha interceptada pela marinha israelita. O ataque ocorreu segunda-feira, em águas internacionais, quando os seis navios se dirigiam para Gaza com ajuda humanitária.

Na abordagem do Mavi Marmora por comandos navais israelitas morreram nove pessoas, oito turcos e um cidadão americano de origem turca, de 19 anos e que foi abatido com quatro tiros. Os EUA querem um inquérito sobre este caso. Na ocasião, foram detidos os activistas, entretanto expulsos. Ontem, em Istambul, começaram os funerais das vítimas (todas feridas por balas) e houve cenas de grande emoção.

Os EUA votaram derrotados contra a resolução da ONU, apesar do apoio da Holanda e Itália. França e Reino Unido abstiveram-se. Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado adiantou que Israel é capaz de uma investigação adequada. “Israel pode conduzir um inquérito justo, transparente e credível? A resposta é sim”, disse Philip Crowley, em nome da diplomacia americana.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já recusou as críticas internacionais e, num discurso pela televisão, prometeu manter o bloqueio a Gaza, numa altura em que os árabes tentam desafiar as restrições, acusando os críticos de “hipocrisia”.

MRA Alliance/DN

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