Israel atacou deliberadamente a ONU em Gaza, acusa Ban Ki-moon

Ban Ki-moonO secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse hoje que Israel mentiu sobre os ataques a escolas e a instalações da ONU durante a recente ofensiva militar na Faixa de Gaza e exigiu uma indemnização. Um dos ataques matou mais de 40 pessoas. Porém, durante os 22 dias que durou a operação militar israelita 99% das vítimas (1300) foram civis e paramilitares palestinianos e 1% (13) soldados judeus. 

Ban adiantou que uma investigação da ONU provou que armas israelitas – algumas contendo fósforo branco – foram a “causa indiscutível” dos ataques a várias escolas, a uma clínica médica e à sede da organização multilateral, em Gaza.

A primeira das 11 recomendações do relatório sugere que a ONU demonstre a falsidade das informações prestadas pelas autoridades hebraicas e desminta frontalmente a versão judaica de que os disparos foram efectuados de duas instalações das Nações Unidas. Outra das recomendações aconselha a ONU a exigir o pagamento de uma indemnização para compensar os prejuízos provocados pela violência israelita.

Israel nega ter atacado intencionalmente as instalações e disse ter sido forçado a agir contra militantes palestinianos que usavam edifícios e áreas com civis para se esconderem. Israel acusou a ONU ter ignorado, no relatório final, as abundantes informações fornecidas pelo governo judaico.

O vice-embaixador de Israel na ONU, Daniel Carmon, qualificou o relatório como “tendencioso” e “parcial”. Carmon acrescentou que a comissão estava a “trair” a confiança de Israel por ter extravasado o âmbito das investigações.

Israel lançou a ofensiva em Gaza em 27 de Dezembro, com o objectivo de parar os ataques com foguetes, alegadamente lançados por militantes islâmicos, a partir de Gaza.

MRA Alliance/Agências

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