Irão: Novas sanções incluem bancos, empresas e compra de armas

O Conselho de Segurança da ONU impôs hoje novas sanções ao programa nuclear do Irão, que parte do Ocidente suspeita estar focado no desenvolvimento de armas atómicas. Foram 12 votos a favor das sanções e dois contra (do Brasil e da Turquia).

Os 15 países do Conselho reuniram-se para votar a proposta de resolução, resultado de cinco meses de negociações entre Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha.

As potências ocidentais queriam medidas mais duras, inclusivamente contra o sector energético iraniano, mas Pequim e Moscovo conseguiram diluir as punições previstas no documento de 10 páginas.

A resolução prevê restrições a mais bancos iranianos no exterior, caso haja suspeita de ligação destes com programas nucleares ou de mísseis. Estabelece também uma vigilância nas transações com qualquer banco iraniano, inclusivamente o Banco Central.

Além disso, amplia o embargo de armas contra o Irão e cria entraves à actuação de 18 empresas e entidades, sendo três destas ligadas às Linhas de Navegação da República Islâmica do Irão, e as restantes vinculadas à Guarda Revolucionária.

A resolução estabelece também um regime de inspecção de cargas, semelhante ao que já existe em relação à Coreia do Norte.

Paralelamente à resolução, 40 empresas serão acrescentadas a uma lista pré- existente de empresas com bens congelados no mundo inteiro, por suspeita de colaboração com programas nuclear e de mísseis do Irão.

A nova lista negra inclui um indivíduo chamado Javad Rahiqi, director de um centro de processamento de urânio, o qual terá os bens congelados e será proibido de viajar ao exterior.

A nova lista que surgiu na manhã de terça-feira continha 41 empresas, inclusivamente dois bancos. No final do dia, a China exigia a exclusão de um deles, o Banco de Desenvolvimento das Exportações do Irão.

No mês passado, a Turquia e o Brasil mediaram um acordo de intercâmbio de material nuclear do Irão, na esperança de que tal desse espaço a mais negociações e evitasse as novas sanções.

EUA e os seus aliados, no entanto, disseram que o acordo não altera a recusa do Irão em abandonar o enriquecimento de urânio, conforme exigiam cinco resoluções anteriores do Conselho de Segurança.

MRA Alliance/DD

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